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História

 

 

A FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ACMs

 
 
 
Atendendo à necessidade de representatividade das ACMs brasileiras na Aliança Mundial, em assembleia ocorrida em  1903, a Federação Brasileira das ACMs foi fundada pelas ACMs do Brasil, com sede locada na cidade do Rio de Janeiro/RJ.
 
 
Em 1972 a Federação Brasileira mudou-se para  a capital de São Paulo, onde conquistou sua sede própria, seu endereço até hoje.
 
 
 
 
 
 
 
SECRETÁRIOS GERAIS DESDE 1903
 
 
 
 

Secretários Gerais

Período

 

 

Myron August Clark

1903 - 1915

Verner Park Bowe

1915 - 1919

John H. Warner

1919 - 1922

Waldo Burton Davison

1922 - 1923

John H. Warner

1924 - 1925

Henry Herman Lichtwardt

1925 - 1930

Henry J. Sims

1930 - 1931

Henry Herman Lichtwardt

1931 - 1949

Silas Raeder

1949 - 1954

Cyro Alves De Moraes

1955 - 1961

Rudolf Peter Wienz

1962 - 1972

Arno Kilmar

1972 - 1979

Romeo Pires Osório

1979 - 1980

Arno Kilmar

1980 - 1992

Edgar Guimarães Machado

1993 - 1994

Luiz Carlos Gonzaga

1994 - 2008

Mauricio Enrique Díaz Vandorsee

2008 - atual

 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRESIDENTES DESDE 1903
 
 
 

Presidentes

Período

 

 

Dr. Lysanias Cerqueira Leite

1903 - 1910

José Luiz Fernandes Braga Jr.

1910 - 1918

Joaquim Nogueira Paranaguá

1919 - 1921

José Luiz Fernandes Braga Jr.

1921 - 1929

Luiz Frederico Sauerbronn Carpenter

1929 - 1944

Oswaldo Murgel Rezende

1944 - 1951

Dr. Aguinaldo Costa Pereira

1951 - 1952

Oswaldo Murgel Rezende

1952 - 1956

Dr. Aguinaldo Costa Pereira

1956 - 1966

Américo Rodrigues Campello

1966 - 1970

Emílio Lourenço de Souza

1970 - 1972

Mário Amato

1972 - 1975

Luiz Rodovil Rossi

1975 - 1977

Joaquim Rodrigues Gonçalves

1977 - 1979

Braz Assis Nogueira

1980 - 1981

Raul Leite Luna

1981 - 1983

Eduardo Barros Pimentel

1984 - 1989

Manoel da Costa Santos

1989 - 1992

Thex Corrêa da Silva

1992 - 1994

Hélio Teixeira Callado

1994 - 1996

Duarte Vaz Pacheco de Castro Jr.

1997 -1999

Clóvis Arantes Salviano

2000 - 2001

Leopoldo Moacir Lima

2002 - 2003

Minoru Roberto Kobayashi

2004 - 2005

Amaury José de Aquino Carvalho

2006 -2007

José Antônio Figueiredo Antiório

2008 - 2009

Jairo Renato Caminha de Castilhos França

2010 - 2012

Lourival Bogolenta

Gestão atual

 
 
 
 
 
 
 
A HISTÓRIA DE UM MOVIMENTO DE AMOR
 
 

A Associação Cristã de Moços surgiu em um momento histórico de grande significado para a humanidade. No final do século XVIII e decorrer do século XIX, a Revolução Industrial substitui processos de produção manual pela introdução de processos de produção mecânica e traz para o mundo novas perspectivas nos mais diversos setores.
 
 
Ao mesmo tempo em que os avanços tecnológicos proporcionaram o aumento da qualidade de vida de um número restrito de pessoas, surgiram problemas sociais tais como o aumento da população e das jornadas de trabalho nas fábricas. Um dos exemplos mais característicos do processo de exclusão social provocado pelo avanço tecnológico foi a perda de empregos não só de milhares de pequenos artesãos urbanos, como também, de camponeses no meio rural.
 
 
Nesse contexto de novas perspectivas, de rápido crescimento das cidades, de expansão para o mundo e ainda, de péssimas condições de trabalho, de exclusão social e da utilização de mão-de-obra infantil é que surge a Associação Cristã de Moços.


Desde o século XVI já existiam na Europa pequenos grupos de jovens cristãos que se reuniam para estudos bíblicos: na Holanda, em 1568; em Paris, em 1629; nos Estados Unidos, em 1677, entre outros movimentos em países europeus. Entretanto, nenhum deles alcançou a dimensão do movimento iniciado pelo então jovem George Williams.
 
 
 
 
 
 
 
O SEU CONTEXTO HISTÓRICO
 
 
 
A ACM nasceu em um período muito agitado da história da humanidade. Na verdade, a ACM surge como uma resposta, uma conseqüência dos impactos sociais da Revolução Industrial.
 
 
Iniciada na Inglaterra, no final do século XVIII, a Revolução Industrial foi responsável por uma profunda mudança econômica, social, cultural e política no mundo de então.
 
 
A Revolução Industrial foi responsável pela introdução da máquina no cotidiano do trabalho. Tarefas que antes só eram possíveis de ser realizadas através do trato manual agora contavam com o considerável auxílio de um equipamento que agilizava o processo, aumentava a produção e potencializava o lucro.
 
 
Alguns fatores contribuíram para que a Revolução Industrial tivesse como berço a Inglaterra.
 
 
Durante o período da revolução comercial, a Inglaterra conseguiu acumular capitais mais do que qualquer outro país europeu graças ao monopólio que os ingleses detinham sobre o tráfico de escravos. Também a expansão do comércio inglês de produtos de lã e a lucrativa atividade dos piratas junto aos galeões espanhóis colaborou demasiadamente para a acumulação de capital. Também a política do governo inglês de permitir a tomada de posse das terras dos camponeses pelos aristocratas ingleses introduziu uma nova fase na agricultura inglesa em que os produtos eram produzidos em grande escala para serem comercializados em grandes mercados e não mais em pequenas quantidades para o mercado local como faziam os camponeses. Isso possibilitou um grande abastecimento de alimentos nas cidades e também um grande êxodo de camponeses que, expulsos de suas terras foram para as cidades onde serviriam como mão-de-obra à crescente indústria inglesa.
 
 
Em meados do século XVIII, a população da Inglaterra cresceu muito, o que significava um mercado maior para os produtos industrializados. No entanto, o grande mercado da indústria inglesa foi o externo, especialmente as colônias dos antigos impérios de Portugal e Espanha.
 
 
Nessa atmosfera de produção crescente, de desenvolvimento do capitalismo industrial e de grande concentração humana em Londres, as condições de vida e de trabalho deixavam muito a desejar. A cidade de Londres não havia se preparado adequadamente para o assustador salto demográfico que enfrentou com a Revolução Industrial. O texto A traz o relato de Friedrich Engels (1820-1895), um dos filósofos que desenvolveram a teoria socialista com o objetivo de encontrar um novo caminho tendo em vista a brutalidade como o ser humano era tratado em prol da indústria e do desenvolvimento econômico. O texto B exibe uma comparação feita por um administrador da época entre os operários ingleses e os escravos domésticos americanos.
 
 
 
 
 
 
 
 
SOBRE GEORGE WILLIAMS
 
 
 
George Williams nasceu em 11 de outubro de 1821 em uma granja no condado de Somerset (Inglaterra). Até os 15 anos, viveu no campo com sua família, dedicado aos trabalhos rurais como seus irmãos. Desde cedo George Williams não se mostrou apto para as atividades no campo mesmo assim demorou muito tempo para se dar conta de que estava bastante desorientado frente à vida. Durante essa época o jovem de 15 anos enfrentou sérios problemas de ordem moral e espiritual a respeito do seu destino. Toda essa efervescência pessoal culminou na sua conversão à Igreja Congregacionalista, onde se tornou um ativo participante da escola dominical e iniciou um movimento de evangelização de companheiros de trabalho, celebrando em sua casa reuniões de estudos bíblicos.
 
 
Em 1841, George Williams decidi ir a Londres e consegue um emprego na loja de tecidos Hitchcok & Rogers, com um salário de cerca de US$ 200,00 por ano, ou seja, somente US$ 0,55 por dia.
 
 
Nessa loja, George Williams, encontrou outros 140 funcionários que tinham uma história de vida muito parecida com a sua: jovens, pobres, vindos do campo para a cidade em busca de emprego e sem opções de diversão, educação, etc.


A maioria dos empregados dessa loja (e de muitas outras lojas), por não ter dinheiro suficiente para se hospedar, dormiam nos próprios locais de trabalho. No dormitório da Hitchcok & Rogers as condições eram péssimas, os quartos eram pequenos e mal ventilados; em cada quarto havia três camas e em cada cama duas pessoas. O expediente era das 7h às 21h, com menos de uma hora para descanso, almoço e janta. Esses horários excessivos, a promiscuidade e o incômodo de dormitórios pequenos não eram a maneira mais eficiente e preservar a saúde e a dignidade humana.


Essa situação levou George Williams a refletir sobre o desenvolvimento sadio de pessoas que viviam expostas a tais condições. Ainda que fosse comum a degeneração dos princípios por parte das pessoas, George Williams continuou firme em seus propósitos de estender a palavra de Deus entre as pessoas. Continuava a trabalhar na escola dominical e aos poucos, um a um conseguiu reunir em seu quarto um pequeno grupo de empregados para meditação e oração. Este grupo foi crescendo e se agregaram a ele funcionários de outras lojas e fábricas de Londres, o que forçou a busca por um lugar mais amplo. O próprio Sr. Hitchcok, chefe da casa, se interessou pelas reuniões do grupo de oração e colaborou financeiramente com a iniciativa o que permitiu desde cedo que o movimento tivesse um rápido crescimento.
 
 
Aproveitando a crescente importância que o grupo obtinha junto às casas comerciais londrinas, George Williams, lutou pelo melhoramento das condições de trabalho, conseguindo uma razoável diminuição do horário de trabalho.
 
 
Atitudes como essa delineavam o caráter social que a ACM teria ao longo de sua existência.


O otimismo inabalável foi uma forte característica da vida de George Williams, que também era dotado de um grande espírito de tolerância, especialmente religiosa, o que permitiu que ele transitasse por vários círculos em Londres; em uma certa reunião, George Williams disse: "Aqui temos reunidos homens de quatro credos distintos, mas em um só Cristo. Prossigamos todos unidos".
 
 
Suas características simpáticas a todos permitiram também que em pouco tempo fosse promovido, ganhando um salário um pouco melhor. No entanto, metade de seu salário era destinado ao grupo de orações e a outro projeto sociais em que se envolvera.
 
 
O crescente número de expectadores despertou em George Williams o interesse de criar um grupo especial que visitaria as casas comerciais de Londres onde desenvolveria suas atividades. Assim se marcou em maio de 1844 uma reunião para definir as características, metas e diretrizes desse grupo. Então foi realizada em 6 de junho de 1844 a reunião em que se fundou a Young Men Christian Association (Associação Cristã de Moços) que trazia como objetivos primordiais "buscar a cooperação dos jovens cristãos para difundir o Reino de Deus entre os outros jovens" e "promover reuniões espirituais entre os demais estabelecimentos de Londres".
 
 
Desde então, a vida de George Williams esteve intimamente ligada a ACM. Ele participou de sua criação, de sua expansão, de seus tempos difíceis, etc.
 
 
Alguns anos depois, George Williams, aos 32 anos se casou com Elena Hitchcok, filha de seu patrão, quando já ocupava um posto muito elevado em seu trabalho. Nesse ano 1873, George Williams doou uma casa de campo a ACM, para que servisse como mais uma opção de lazer aos jovens associados.
 
 
Em 1894, quando a ACM comemorava 50 anos, George Williams recebeu o título de cavaleiro real da rainha Victoria.
 
 
Em 1905, se celebrou em Paris os 50 anos da Aliança Mundial das ACM, nesta comemoração, George Williams, já debilitado, foi recebido com grande emoção, e com a ajuda de seu filho, Howard Williams, proferiu seu último discurso, que pode ser acompanhado no texto C.
 
 
Jovens da França, eu quero dizer que se vocês querem levar uma vida feliz, útil e proveitosa, dêem seus corações a Deus, enquanto são jovens.
 
 
Meu último legado muito precioso é a Associação Cristão de Moços. Eu a deixo em suas mãos queridos jovens de todos os países, para que vocês a conservem e a divulguem. Espero que vocês sejam tão felizes como eu tenho sido e tenham mais êxito, pois isto significará bênçãos para suas próprias almas e para as almas de muitos outros.
 
 
George Williams faleceu na noite de 14 de novembro desse mesmo ano de 1905. Seus restos mortais estão na cripta da Catedral de Saint Paul, em Londres.
 
 
 
 
 
 
SOBRE A FUNDAÇÃO E SEU DESENVOLVIMENTO
 
 
 
No dia 06 de junho de 1844, um grupo de doze jovens se reuniu e fundou, na propriedade de W. D. Owen, a ACM.
 
 
Fundamentalmente, o movimento nasceu da necessidade desses jovens em refletir sobre o mundo em que viviam, em discutir sobre os problemas de sua sociedade e as profundas transformações sócio-econômicas que ocorriam a cada dia. Discutir a introdução de jornadas de trabalho de seis horas, a erradicação do trabalho infantil e buscar um sentido de vida foram os elementos que contribuíram para o surgimento da ACM.
 
 
Da fundação, em 1844, rapidamente o movimento se expandiu pela Europa. Em 1845, a ACM já possuía uma sede própria em Londres, com um local atraente e um secretário profissional, T. H. Tarlton, para organizar a sede e promover uma série de programas que iam dos estudos bíblicos e aulas de línguas estrangeiras até sala de banhos e início de atividades de educação física.
 
 
Apesar de enfrentar a resistência de algumas igrejas cristãs que enxergavam erroneamente o surgimento de uma nova fé e de alguns patrões que não aprovavam o empenho de trabalhadores na busca de mais direitos, a ACM prosseguiu crescendo e angariando mais participantes. Em 1848 a instituição organizou um circuito de palestras que teve o expressivo número de 3.000 ouvintes e vendeu 36.000 de exemplares da publicação com o resultado das dissertações.
 
 
Em 1849, foi necessário conseguir um local mais amplo, onde se organizou uma biblioteca, sala de leitura e salas de aulas, onde se ministravam cursos para os empregados associados.
 
 
Quando, em 1850, houve em Londres a Grande Exposição Mundial da Indústria, da qual participaram pessoas de todo o mundo, a ACM organizou um plano de atividades espirituais e culturais para os visitantes. Foram organizados 550 reuniões públicas para jovens e um grande número de conferências sobre tópicos religiosos, no Exeter Hall; também foram distribuídos aos participantes 362.000 folhetos explicativos sobre o trabalho da instituição. Como resultado, em 1851, fundaram-se as ACM de Montreal e Boston. Nesse mesmo ano de 1850, George Williams mudou-se temporariamente para Paris, onde veio o interesse de se fundar uma ACM.
 
 
Mais tarde, a partir de 1851, havia ACM em países tão distintos quanto Holanda, Índia, Austrália, Estados Unidos e Alemanha.
 
 
Em agosto de 1855, resolveu-se realizar a Primeira Conferência Mundial, dela participaram as ACM da Inglaterra, Holanda, Estados Unidos, França, Canadá, Bélgica e Alemanha. Durante o encontro, precisamente no dia 22 de agosto, é aprovada a "Base de Paris", linha filosófica das ACM em todo o mundo.
 
 
As Associações Cristãs de Moços procuram unir os jovens que, considerando a Jesus Cristo como seu Deus e Salvador, segundo as Sagradas Escrituras, desejam em sua fé e em sua vida ser seus discípulos e juntos trabalhar para estender entre os jovens o Reino de seu Mestre.
 
 
(Base de Paris. Paris, 22 de agosto de 1855)
 
 
 
A Associação Cristã de Moços é uma instituição educacional, assistencial e filantrópica, sem fins lucrativos, que congrega pessoas sem distinção de raça, posição social, crença religiosa, política ou de qualquer natureza. É ecumênica e as suas práticas seguem a orientação cristã, firmando-se especialmente no Evangelho de Jesus Cristo, segundo João em 17, 21: "Para que todos sejam um".
 
 
Em 1856, a ACM cumpriu um importante papel no auxílio aos soldados durante a guerra civil nos Estados Unidos. Após conferência com o presidente Abraham Lincoln, a ACM organizou seus voluntários para distribuição de medicamentos e alimentos para os beligerantes. Entre outras ações, a ACM de Chicago organizou um livro de hinos para os soldados.
 
 
Na IX Conferência Mundial, em 1881, em Londres, foi aprovado o emblema da ACM. O círculo lembra a ação da ACM nos cinco continentes. Ao centro o monogramo de Cristo, com as letras XI e RO do alfabeto grego (XP), simbolizando a base da ACM: a vida, personalidade, ensino e obra de Cristo. No centro, a bíblia aberta no evangelho segundo João, capítulo 17, versículo 21: "Para que todos sejam um".
 
 
Em 1885, J. Gardner Smith, da Browery Branch, YMCA de Nova Iorque, inicia o Corpo de Líderes para jovens do Departamento de Educação Física.
 
 
Também nesse ano, cria-se o primeiro acampamento com instalações definitivas para finalidades educativas nos Estados Unidos. A ACM é pioneira nos acampamentos com finalidades educativas, sendo organizado pela primeira vez por Peter Haerem, dirigente da ACM da Noruega, no ano de 1866. Na América Latina, o primeiro acampamento foi organizado pela ACM de Buenos Aires, em 1903.
 
 
Em 1891, o professor James Naismith, instrutor da YMCA Springfield College, inventou o Basquetebol para ser praticado como esporte de inverno. No ano de 1892, Naismith publica pela primeira vez as regras oficiais do esporte que passou, no ano de 1936, a ser modalidade olímpica.
 
 
Ainda em 1891, o professor da YMCA Springfield College, Luther H. Gullick, responsável por uma série de transformações na área do esporte e do condicionamento físico, propõe o símbolo do Triângulo Vermelho. O triângulo simbolizava três importantes elementos do ser humano: alma, corpo e mente. A ação da ACM está voltada fundamentalmente para estes três elementos.
 
 
Em 1893, Myron Clark, no dia quatro de julho, funda a primeira ACM da América Latina, no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro.
 
 
Em 1894, é celebrado o primeiro cinqüentenário da ACM, o número de associações existentes era de 5.109 e o número de associados de 456.142.
 
 
Em 1895, William Morgan, diretor do Departamento de Educação Física da YMCA Holyoke, Massachussetts, cria o Voleibol, que teve o objetivo inicial de servir de exercício recreativo para desportistas. O Voleibol tornou-se esporte olímpico no ano de 1964.
 
 
Em 1901, Henri Dunant, um dos fundadores da ACM, recebe o primeiro Prêmio Nobel da Paz, pela fundamental importância na criação da Cruz Vermelha Internacional, na Convenção de Genebra, em 1864. Dunant foi dirigente da ACM de Genebra e teve grande participação na elaboração da Base de Paris. 
 
 
Em 1902, é fundada a ACM de São Paulo. Em 1905, é celebrado em Paris, o jubileu de ouro da Aliança Mundial e da Base de Paris.
 
 
Em 1906, o número de associações existentes passa para 7.773 e o número de associados para 722.00.
 
 
Em 1910, A ACM de Kansas, EUA, cria a primeira piscina coberta com sistema de filtros, face à preocupação com a qualidade da água.
 
 
Em 1913, a ACM foi pioneira na organização de cursos de salvamentos, tendo o estudante do Springfield College, George Gross, escrito as primeiras teses sobre "lifesaving", sendo posteriormente publicadas em 1916.
 
 
A ACM também teve participação importante na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Logo após a deflagração dos combates, a ACM mobilizou seus voluntários em todo o mundo. As ações incluíram arrecadação de fundos de guerra, distribuição de alimentos para populações atingidas e trabalhos de recreação e lazer com prisioneiros. Só nas ACM dos Estados Unidos, foram arrecadados mais de 5 milhões de dólares em fundo de guerra. Estima-se que o trabalho da ACM tenha atingido mais de seis milhões de pessoas na Europa, Ásia e África. Durante o período das duas grandes guerras mundiais, cerca de mil veículos "Carros de Chá", circularam pela Europa auxiliando populações atingidas pelas guerras.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADES FISCAIS
 
 
 
Em 1922, o juiz Paul Alexander, voluntário da ACM de Toledo, EUA, cria o Y's Men's Club Internacional, clube de serviço para auxílio às ações voluntárias da ACM.
 
 
Em 1930, o diretor da Seção de Educação Física Infantil da ACM de Montevidéu, Juan Carlos Ceriani, cria o Futebol de Salão, motivado pela Copa do Mundo de Futebol ganha pelo Uruguai, sendo concebido para ser praticado em ambiente fechado durante o ano todo. Em 1933, por solicitação do Instituto Técnico da Confederação Latino-Americana das ACM, foram publicadas as primeiras regras do novo esporte.
 
 
Em 1944, lamentavelmente, em razão da Segunda Guerra Mundial, as comemorações do primeiro centenário da ACM são suspensas. Todavia, a ACM já contava com 10.000 associações e cerca de 2 milhões de associados.
 
 
 Em 1946, em homenagem ao trabalho desenvolvido pela ACM no período de guerras, John R. Mott, líder acemista, recebe o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo ano, após um efetivo trabalho durante os períodos mais críticos das duas grandes guerras, a ACM potencializa seu trabalho junto aos refugiados de guerra. Somente na Alemanha, somavam mais de nove milhões. A ACM em todo o mundo auxiliou também, no recebimento e assistência de refugiados vindos de outros países.
 
 
Em 1951, foi realizada em Paris, a Convenção Mundial em comemoração ao centenário da fundação da Aliança Mundial das Associações Cristãs de Moços. Aproximadamente 10 mil pessoas, vindas de 70 países, discutiram os rumos da instituição.
 
 
No Ano Internacional do Refugiado, em 1970, definido pela ONU, a ACM é uma das principais instituições de suporte no trabalho com refugiados nos cinco continentes.
 
 
Entre 1981 e 1984, o Programa de Reabilitação da Aliança Mundial para refugiados estende o trabalho da ACM para países como Sudão, Líbano, Nigéria, Sri Lanka, Tailândia, Costa Rica, Bangladesh, Guatemala, Paraguai, Uganda. As atividades direcionam-se a programas de qualificação profissional, educacional e formação de jovens e adultos.
 
 
Hoje, aos 160 anos de atividades em todo o mundo, o ideal e a missão da Instituição não mudaram. As grandes transformações do mundo moderno não modificaram as bases fundamentais do trabalho da ACM.
 
 
Os dados mais recentes da Aliança Mundial contabilizam um total de 14.000 associações locais em 120 países com 45 milhões de membros. E vale sempre lembrar que esse movimento começou num pequeno quarto de uma loja com um grupo de doze jovens. 
 
 
Promovendo a vida nos cinco continentes, a ACM vem desenvolvendo ações voltadas à educação, ao esporte e à formação de lideranças voluntárias. Além disso, várias ações humanitárias são desencadeadas. As ACM nacionais, auxiliadas pela Aliança Mundial, promovem atividades emergenciais em países assolados por problemas ocasionados pela falta de alimentos, pelas catástrofes naturais, dando assistência para refugiados.
 
 
Fonte: Apostila do Programa de Formação de Jovens Voluntários. São Paulo, 2004.
 
 
ACM é um movimento cristão, ecumênico, voluntário e mundial a serviço de todos; mulheres e homens, jovens e velhos, e que procura compartilhar o ideal cristão de construir uma comunidade humana de justiça com amor, paz e reconciliação com plenitude para a vida e para toda criação. A Federação Brasileira das Associações Cristãs de Moços é o organismo que agrupa, congrega e une as Associações Cristãs de Moços que estão no Brasil.
 


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